
A primeira edição da EnergyFarm ocorreu nesta quinta-feira (28), como parte da programação da GreenFarm 2026, e consolidou o debate sobre o futuro da energia no agronegócio brasileiro. Realizado no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, o evento reuniu produtores rurais, especialistas, representantes da indústria e entidades do setor energético, com transmissão ao vivo pelo site da feira. Virtualmente, participaram do evento pessoas de todo o Brasil e dos países vizinhos, como Chile, Argentina e Uruguai.
O coordenador da EnergyFarm, o engenheiro eletricista e mestre em energia Merivaldo Britto, avaliou positivamente o espaço temático criado dentro da GreenFarm e destacou que o principal objetivo foi aproximar informação técnica do consumidor final.
“A gente chega para contribuir com o setor energético de uma forma prática, na ponta. Tivemos produtores trazendo suas experiências, parlamentares debatendo legislação e institutos mostrando como a tecnologia pode chegar ao produtor rural de maneira mais eficiente”, afirmou.
A proposta da EnergyFarm foi justamente provocar uma mudança de mentalidade dentro do agronegócio: deixar de enxergar a energia apenas como custo operacional e transformá-la em um ativo estratégico capaz de gerar rentabilidade, previsibilidade e autonomia para as propriedades rurais.
“O EnergyFarm nasce com essa responsabilidade: reunir fabricantes, produtores, reguladores e especialistas para levar informação consistente ao produtor rural, ao setor comercial, industrial e também ao consumidor comum”, explicou.
Os debates abordaram temas como geração solar, armazenamento com baterias de lítio, microredes, mercado livre de energia, biogás, biomassa e gestão eficiente do consumo energético no campo. A ideia é mostrar que a chamada transição energética já começa a ganhar espaço no agro brasileiro e pode representar aumento de competitividade para os produtores.
Representando o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Energia (IBP), Thalita Cássia destacou que discutir energia dentro de um grande evento do agro brasileiro demonstra o quanto os setores estão conectados. “O agro é uma potência reconhecida internacionalmente e um dos grandes pilares disso é a energia. Trazer esse tema para dentro da GreenFarm é fundamental para fazer essa informação chegar a toda a cadeia produtiva”, afirmou.
Durante os painéis, produtores rurais também compartilharam experiências práticas relacionadas ao uso de energia no campo. O produtor Luiz Divino, de Nova Mutum, a cerca de 240 km da capital Cuiabá, relatou que o alto custo da energia elétrica e as dificuldades no fornecimento ainda representam obstáculos ao crescimento de algumas regiões do Estado.
Ele destacou, no entanto, que a chegada da energia solar trouxe avanços importantes para atividades como aviários e agricultura em geral. “A energia solar ajudou a reduzir impactos causados pelo alto custo da energia convencional”, afirmou.
A avaliação dos participantes é de que o principal desafio energético do Brasil atualmente não está na geração, mas na infraestrutura de distribuição, principalmente em áreas rurais afastadas. Nesse cenário, soluções híbridas e sistemas de armazenamento aparecem como alternativas para garantir segurança energética e continuidade operacional no campo.
Além dos debates técnicos, a EnergyFarm apresentou cases já implantados em estados como Mato Grosso, Goiás, Bahia e Ceará, aproximando os visitantes de tecnologias que já vêm sendo utilizadas em outros países e que começam a ganhar escala no Brasil.
SERVIÇOS – GREENFARM 2026
Data: 27 a 30 de maio de 2026.
Local: Parque Novo Mato Grosso – Cuiabá/MT
Horários:
Dia 27 de maio: abertura 18h – 22h.
Dias 28 e 29 de maio: 14h às 22h.
Dia 30 de maio: 7h às 22h.
Informações: www.greenfarmbrasil.com.br e na rede social do evento no Instagram: @feiragreenfarm